A importância da mesa de bilhar para a teoria da evolução

 

Charles Darwin era um cara doente. Refluxo, tonturas, inflamações, dores eram comuns no seu cotidiano. Alguns dizem que ele sofria de Doença de Chagas que pegou na sua viagem pela América do Sul por 5 anos a bordo do pequeno barco Beagle. Outros já dizem que era uma doença psicossomática e que se manifestava em razão dos seus pensamentos muito revolucionários para a época. No entanto, o importante para nós aqui é que ele não conseguia trabalhar mais do que cerca de 4 horas por dia (algo do tipo 30 minutos de trabalho e 2 horas de descanso). Mais do que isso os sintomas começavam a se manifestar.

Muitos remédios foram indicados. Banho de sais do Mar Morto, óleos com poderes especiais e alopatia eram tratamentos comuns na sua vida. No entanto, poucas coisas resolviam. Um dia chegou em sua casa um presente de um grande amigo: uma mesa de bilhar. Ali, por algum motivo não racional, os sintomas não apareciam. Darwin começou a passar as outras 10 horas do dia que não estava dormindo encaçapando bolinhas, ou se não, dando voltas no seu jardim.

Entretanto, as 4 horas por dia de trabalho renderam bastante. Darwin não apenas descreveu, em coautoria com Wallace, os mecanismos da evolução por meio da seleção natural e publicou a “Origem das Espécies”. Ele foi um dos mais importantes teóricos sobre comportamento animal, publicou os primeiros estudos de orquídeas no mundo, revelou o complicado sistema de reprodução de ostras marinhas, e abriu o caminho para as primeiras teorias sobre os motivos da fala no homem.

Por isso, talvez, ir no boteco com os amigos jogar bilhar por algumas horas não deveria ser visto com tanta desconfiança. Nada mais é do que um exercício intelectual. Vide a sua importância para a teoria da seleção natural!

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